A capacidade de olhar
para o agora e enxergar além do que vemos precisa ser desenvolvida todos os
dias. Acordar, levantar, realizar nossas tarefas cotidianas, nos mover em meio
a uma série de situações que nos são postas todos os dias. A rotina é
importante porque, de modo prático, representa o ritmo de nossas vidas, é o
palco onde fazemos as coisas acontecerem dentro daquilo que nos propomos como
pessoas, cidadãos, sonhadores. Ao mesmo tempo a rotina pode se tornar a grande
prisão do nosso comodismo, o espaço onde vagamos dia após dia pensando em como
ou onde gostaríamos de estar mas não tomando nenhuma atitude que nos faça
trilhar a rota rumo ao que queremos. Costuma ser mais fácil se sentir vítima de
tudo e de todos do que “ajustar as velas” do barco, repensar o que está sendo
feito, olhar além do que está posto para nós agora, olhar exatamente aonde se
quer chegar.
Olhar além do agora... Muitas
vezes isso fica distante das nossas complexas realidades, às vezes é tão difícil
imaginar outra realidade que não seja a que está posta agora que faz parecer
impossível que haja outra. Mas há, a outra realidade é aquela que você quer, e
se você quer então você PRECISA dimensionar ela para si mesmo. Nada,
absolutamente nada irá mudar se não houver mudança na relação da pessoa consigo
mesma. Às vezes tudo que precisamos é de uma boa dose de ânimo, ânimo para
encarar a rotina e entender que ela não representa nosso passado e nem nosso
futuro, ela é exatamente o momento que vivemos agora, ela é fruto das escolhas,
aquelas que fizemos em outro momento do passado e o futuro será fruto das
escolhas que estão sendo feitas exatamente agora.
Algo comum nas
histórias de sucesso, sejam elas de empresários, criadores de impactantes
movimentos sociais ou líderes de grandes movimentos religiosos, é que essas
pessoas optaram por não se prender à realidade que as cercava, veja bem, não se
prender à realidade que o cerca é muito diferente de se alienar da vida. Não
podemos abdicar de nossas responsabilidades cotidianas, ao contrário, temos sim
que executá-las e, de preferência, da melhor forma possível, mas não podemos
permitir que elas se “apropriem” de nós, antes, somos nós sim proprietários
dessas coisas, proprietários da nossa rotina, proprietários de nossas escolhas.
Essa propriedade é que nos faz ter a capacidade de estar no agora mas, ao mesmo
tempo, enxergar o futuro que queremos criar. Não faça da sua rotina uma prisão
de conformismo, reclamações e insatisfação, faça dela o trampolim para criar
uma nova realidade, a realidade que você sonha. Ninguém irá fazer isso por
você.

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